Filho, eu sou gay
Hoje a matéria de capa da Megazine do jornal O Globo foi sobre pais homossexuais. “Filho, eu sou gay” tocou em um ponto delicado e pouco discutido – afinal, estamos habituados a ouvir histórias dos filhos saindo do armário, e não dos pais. O caderno, voltado para adolescentes pré-universitários, foi muito feliz na abordagem do assunto. Os personagens principais eram um “pãe” transgênero e sua filha, uma mãe e filha lésbicas, e um rapaz com mãe homossexual também. Apesar dos conflitos, todos pareceram ser muito bem-resolvidos:
Namorei um cara que, certa vez, disse: ‘O que vou dizer para os meus amigos quando a mãe da minha namorada chegar daquele jeito?’ Na hora, retruquei: ‘Então, tchau! Fique com seus preconceitos que eu fico com a minha mãe’
- Bruna Peixe dos Santos, filha de Alexandre dos Santos, transgênero
O bacana da reportagem é que não se escondeu nem o rosto nem o nome de ninguém. O que prova que, quando a gente conversa e tem boa vontade, é sempre possível se entender, entender o outro, e ser feliz.
O próprio repórter, Alan de Faria, comentou no blog da Megazine sobre o quanto aprendeu ao fazer a matéria. Que bom que muita gente vai aprender ao ler o jornal também.
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Por coincidência, hoje assisti ao filme Brooklyn’s Bridge to Jordan, que faz parte da coletânea de curtas lésbicos She Likes Girls 2. O filme, de 20 minutos, conta a história de uma mulher cuja parceira sofre um grave acidente de carro. As duas cuidam juntas de Jordan, filho biológico da vítima. A narrativa se desenrola acerca da legitimidade do relacionamento das duas. Vale a pena assistir para refletir sobre essa questão.
Assista ao filme na íntegra aqui, no site do canal Logo (áudio em Inglês).
Filed under: gay, glbt, lésbica, para pensar, polêmica, preconceito, sociedade, transexual | 2 Comments
Tags: adolescência, adolescentes, Brooklyn's Bridge to Jordan, casamento, cinema, curta, curta-metragem, família, filhos, filme, homossexualidade, jovem, lésbica, Logo, mãe, pai, polêmica, relacionamento, sair do armário, She Likes Girls, sociedade, transgênero, vídeo
Legal mesmo a reportagem. Mas estou aguardando as cartas dos leitores da próxima edição desse caderno.
Lembro que saiu uma reportagem na Revista de Domingo do Globo (acho que foi nessa revista) sobre histórias em quadrinhos com temática homossexual para crianças. Na semana seguinte, vários (mesmo!) comentários preconceituosos criticando a reportagem.
Opa! bem legal essa materia, fui pro blog pra conferir mais.
Não sei como reagiria se descobrisse que meu pai/mãe é gay… mesmo eu sendo les….
amplexos!