Você conhece o Dykerama?

17jan08

Foi assim que uma amiga me apresentou a este portal – um endereço que toda lésbica que se preze deve ter em seus Favoritos.

Já de cara fui conquistada pela menininha simpática da logo. Sorridente, está muito atenta ao que acontece ao seu redor. E para meninas como ela, que querem saber de tudo que acontece por aí, o Dykerama apresenta um apanhado ótimo de informações de interesse ao universo lésbico e bissexual – e sempre atualizado, o que é muito importante!

Com o propósito de falar mais sobre a proposta do portal, convidei Paco Llistó e Bruna Angrisani para dar uma entrevistinha ao Gay e OK. Os dois são os idealizadores e editores do Dykerama. É com prazer que os recebo neste espaço!

Bruna e Paco, do Dykerama - foto de Marcos Aragão
(foto de Marcos Aragão)

 

GAY E OK_ O que diferencia o Dykerama dos outros portais gays, lésbicos e afins que temos no Brasil?

BRUNA ANGRISANI_ Acho que o principal diferencial é o conteúdo do Dykerama, que é voltado para as lésbicas e bissexuais e atualizado diariamente. É o primeiro portal de notícias com tais características onde as leitoras têm uma infinidade de informações sobre comportamento, sexo, moda, séries, música e outros assuntos, sempre a partir do prisma feminino. Outra característica, que não é unica mas que pode ser considerada um diferencial, é que priorizamos o ineditismo das informações. Nós procuramos sempre a notícia exclusiva ou a informação inédita para oferecermos às nossas leitoras.

PACO LLISTÓ_ O Dykerama.com é o único portal exclusivamente lésbico no Brasil. Nosso foco é a mulher lésbica e bissexual. A maioria das pautas obedece, portanto, ao gosto desse público. Mas o que diferencia o Dykerama de outros portais é que tanto eu quanto a Bruna tentamos nos antecipar ao que nossas leitoras desejam, porque sabemos que elas nunca tiveram um canal verdadeiramente legítimo, que falasse de igual para igual, que fosse um espaço onde elas pudessem interagir, participar, opinar, criticar.

GAY E OK_ Como tem sido a resposta do público ao portal?

BRUNA ANGRISANI_ Melhor impossível. Desde que publicamos o site (dia 5 de dezembro) recebemos muitos elogios ao layout, conteúdo e mensagens de apoio à nossa iniciativa. O número de acessos cresce a cada dia e o que mais nos surpreende é que a quantidade de acessos em outros países também é grande. Depois do Brasil, os quatro primeiros que mais acessam o Dykerama são Portugal, Espanha, Estados Unidos e Argentina (nesta ordem). É muito gratificante.

PACO LLISTÓ_ Do dia 5 de dezembro, quando o site entrou no ar, até agora, tivemos mais de 54 mil pageviews, com visitação média diária de 400 visitantes únicos. Nada ainda muito estrondoso, sabemos. Mas já consideramos um sucesso porque investimos pouco em assessoria (nós mesmos tivemos que fazer isso) e nada em mídia paga. Contamos, basicamente, com o marketing viral, com o boca-a-boca. Felizmente, recebemos muitas mensagens de pessoas nos parabenizando pela iniciativa e desejando toda sorte do mundo. Pessoalmente, acho que isso é bem mais gratificante.

GAY E OK_ Vocês falam de um pouco de tudo que interessa ao mundo LGBT: notícias, saúde, política, entretenimento, sexo, celebridades… Como se mantêm informados?

BRUNA ANGRISANI_ Eu e o Paco somos jornalistas e temos cada um o seu grupo de fontes que nos fornece as informações. Além disso, consultamos os principais sites de notícias convencionais e GLBT diariamente.

PACO LLISTÓ_ Temos uma rede de colaboradores muito bem estruturada e ficamos conectados entre 12h e 15h diárias na internet. Além disso, acessamos todos os principais portais de notícias e eu ainda leio dois ou até três jornais todas as manhãs, já que também sou assessor de imprensa.

GAY E OK_ Vocês têm uma seção de Agenda em que divulgam eventos que acontecem em todo o Brasil. Como vêem a cena lésbica no nosso país?

BRUNA ANGRISANI_ Eu acho que ainda é muito pequena, não por falta de lésbicas, mas por falta de visibilidade e identidade lésbica e/ou bissexual. Conheço inúmeras meninas que namoram meninas ou são bissexuais que não frequentam as festas de meninas porque não se identificam ou porque não querem ser vistas. E também não é por falta de opções porque já temos por aí uma gama de eventos para meninas com os públicos mais diversos, entretanto, muitas mulheres ainda não se sentem confortáveis em participar deste movimento que também pode ser considerado cultural. Isto acontece também no consumo de informações para lésbicas e bissexuais. Muitos pessoas justificavam a ausência de informações para as meninas nos sites GLBTs alegando que não há muitas notícias para as meninas. Existe sim, muita notícia e muita lésbica e bissexual, o que não existe ainda é a identificação entre ambos. Mas isso está melhorando!

PACO LLISTÓ_ Pequena e ainda restrita. Poucas são as iniciativas para esse público. Quando há, elas acontecem apenas nas grandes cidades, basicamente no eixo Rio-São Paulo. Acho que isso se deve, em parte, à falta de profissionalização de quem comanda esse segmento e, infelizmente, também por preconceito. Aliás, o pior preconceito é achar que o público lésbico não consome (ou que consome menos que os gays). Sabemos que isso não é verdade. Falta, portanto, um entendimento maior do que é o público lésbico, como ele se comporta, como ele está estruturado, o que ele deseja, pensa.

GAY E OK_ A Internet é um espaço muito importante de sociabilização para os homossexuais, onde podemos buscar informações, trocar experiências, conhecer pessoas, sermos nós mesmos. No que o Dykerama pode contribuir para a comunidade LGBT?

BRUNA ANGRISANI_ Acho que nisso que eu falei da identidade. Os homens gays já conquistaram isso aqui no Brasil porque também é muito mais fácil para eles lidarem com a própria sexualidade já que eles entram em contato com este tema muito mais cedo do que as mulheres e porque neste quesito a sociedade é muito mais permissiva com eles. As meninas ainda estão engatinhando mas já deu para notar uma boa evolução. É só imaginarmos o que uma pessoa como a Vange Leonel deve ter passado quando tinha seus “vinte e poucos anos” e pensarmos nas meninas de 18 anos que frequentam as festas lésbicas por aí. A realidade mudou, mas ainda temos muito o que evoluir.
A questão da auto-estima também é muito importante. Acho que reunir este universo de informações e, quem sabe, auxiliar na criação da identidade e resgate da auto-estima destas mulheres que se interessam por mulheres é a principal contribuição que o Dykerama pode oferecer. Tomara que a gente consiga! 

PACO LLISTÓ_ O Dykerama é um espaço pensado e construído para ser um canal legítimo de informação e entretenimento para a comunidade LGBT. Queremos que as pessoas façam parte dele, sugerindo, opinando, criticando, enfim, ajudando a dar mais força para este sonho que começou pequeno, como uma simples idéia, e que aos poucos foi tomando forma, ganhando sentido.

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O Gay e OK parabeniza os criadores e todos que trabalham pelo Dykerama, e espera que este seja apenas o início de um crescente e duradouro sucesso!

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4 Responses to “Você conhece o Dykerama?”

  1. 1 marta

    A entrevista ficou show!

    Bem legal ter colocado este post aqui. O site é muito bom mesmo!

    =)

  2. 2 nathalie

    muito bom…..

  3. 3 Cláudia

    Conheço sim, sempre acompanho, estou sempre muito bem informada por causa desse site, e indico sempre que posso.

  4. 4 Mallika de Lakme

    Nossa, ainda não tinha lido a entrevista.
    Achei ótima. O dykerama é, com toda certeza, o meu canal de informação favorito e o Paco é muito gentil.

    Xêro pra vocês do Gay e OK.


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