A luta pelo direito de simplesmente ser

27abr08

Por bibi.gil*

Na última segunda-feira (21/04) aconteceu a 5ª parada GLBTT da Baixada Santista. Organizada pela Associação Vida Esperança, a festa teve início às 13h na Praça do Correio, em São Vicente, e saiu com três caminhões de som. Com o tema “Em luta pelo direito à parceria civil”, o evento reuniu centenas de pessoas, mesmo com o “chove e pára”. A Secretaria de Saúde de Santos distribui mais de 4.000 preservativos. A Vida Esperança é a única instituição da Baixada preocupada em promover a inclusão do público GLBTT. Há dez anos, Caio Panighel, responsável pela associação, oferece orientações sobre os direitos humanos e visita boates, pesquisando as principais queixas dos homossexuais sobre o preconceito. A AVE desenvolve diversas atividades como a Rádio IAI FM (emissora web e de FM que tem como público alvo o recorte GLBTT, bem como toda a população apreciadora de música eletrônica);  Projeto Homoscene (mostra de cinema e teatro homoerótica); COPS, HOMENS DE NEGÓCIO e Dona’$, voltados à prevenção para profissionais do sexo (rapazes de programa, prostitutas e travestis) e vários atividades voltadas a diversas populações para prevenção de DST/Aids, bem como diversos pequenos projetos de geração de renda e eventos pontuais.

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* bibi.gil é a nova colaboradora do Gay e OK. Seja um você também! Veja como.

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One Response to “A luta pelo direito de simplesmente ser”

  1. 1 Ubiratã

    SuperHomofóbico

    Não quis crer no que estava vendo na TV, mas depois de refletir, conclui que não poderia ser diferente em se tratando de tal programinha da “tevezinha homofóbica” aberta brasileira, onde uma alpinista social é a apresentadora, chamada Luciana Gimenez. Quando ouvi a chamada, o assunto me interessou. Foi então que resolvi dar um desconto e assistir o programa.
    O que era aquilo? Um pedido de desculpa ao Exército Brasileiro por ter entrevistado uma biba esquizofrênica que diz pertencer a corporação? Ouviram até um cara entendido a psicólogo, que atestou a insanidade da biba. Também foi no programa um pessoal dos Direitos Humanos, para dar garantia a vida… nesse momento quase me emocionei! snif, snif…
    Eu me pergunto, como pode uma apresentadora assumir o compromisso de expor uma das maiores mazelas do obscurantismo da moralidade brasileira e depois simplesmente dizer: – me desculpe, eu não sabia que a mona era bafão!
    Será que ela não sabia que há homofobia no Brasil? Ah é claro, para Luciana Gimenez, gay é só mais um assunto “trash” que faz crescer o ibope do seu programinha “kitsh”.
    Minha burra Gimenez, vou lhe dar um conselho: por experiência, não procures por um pau, se você sabe que o seu cú não vai agüentar.
    Eu sei que é difícil para você, mas tenta e pensa comigo. No Brasil é imoral e aviltante qualquer demonstração homo afetiva em público e nos meios de comunicação. Os gays também são considerados pelo Estado como cidadãos de segunda classe, sem garantias de direitos de uma vida digna e saudável. O Brasil é um dos países do mundo, onde há mais homicídios gerados pela homofobia e também tem um alto índice de suicídios entre jovens gays. Então, minha burra, se estes fatos acontecem com total naturalidade e normalidade no âmago de nossa sociedade civil, você seria capaz agora de imaginar, como seria tratado este assunto nas internas de uma instituição assumidamente machista que tem por princípios o uso da violência?
    Não há dúvidas de que o exército brasileiro tem estrutura, poder, tempo e competência para transformar a vida desse sargento num inferno, o que já vem fazendo. Fato observável diante do total descontrole e pânico apresentados, levando em conta o avançado quadro de depressão que se encontra Laci. Porém, o tal programinha preferiu tirar o seu da reta, mostrando o sargento como uma pessoa descontrolada, que vem ofendendo infundadamente uma instituição que prima tanto pelos direitos dos homossexuais.
    Quanto ao sargento Laci, só tenho a lamentar. Se ele estava procurando por fama, danou-se! Agora só lhe resta rezar, para que os seus quinze minutos de fama se prolonguem por mais algumas horas, porque no momento que ele cair no esquecimento, lhe restará uma vida ainda mais miserável nas mãos do Exército. Mas se o sargento por algum momento pretendia levantar a bandeira da causa dos direitos gays e contra a homofobia, o que tenho a dizer é o que gostaria de sugerir para todos os outros com as mesmas intenções:
    – Nunca esqueçam de que vocês estão no Brasil. Escolham muito bem o lugar onde pretendem se expressar condignamente, porque senão, irá acontecer com vocês, o que aconteceu com o Laci, que acabou perdendo o foco na legitimidade de sua luta, oferecendo mais um “tosco” exemplo das excentricidades do universo bizarro da sexualidade humana.


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