Ana e Letícia (Cecilia Giannetti)

02dez08

O melhor de quinta-feira era ser quase sexta e sexta era o último dia de colégio na semana. Era bom também porque a Ana ficava na casa da Letícia depois da aula. A A-d-vo-ga-da não deixava a filha em casa sozinha com a empregada. Na casa da Letícia, além da empregada, tinha sempre a Tia Joana, bolinho de queijo pronto pra fritar, arroz grudadinho, bife acebolado, batata palha e ninguém era obrigado a comer cenoura porque a empregada não ligava e a Tia Joana sequer olhava pras duas.
 
Ana sempre chegava com fome e vontade principalmente daquele bolinho de queijo. Ela comia rápido demais, irritava Letícia, que vivia lhe dando ordens na hora do almoço: fecha a boca, não quero ver tua comida toda mastigada, engole devagar. Se o Chaves fazia uma coisa engraçada na televisão, Ana engasgava. Uma vez saiu arroz pelo nariz dela. Com Coca-Cola. Letícia ficava com nojo da coleguinha, sabia que ela não tinha educação porque o pessoal na casa dela não tinha tempo pra ensinar. Letícia bem que tentava.
 
Ana morava na subida da rua da escola. A A-d-vo-ga-da trabalhava o dia inteiro, a avó tinha médico quinta de tarde.Fi-sio-te-ra-pi-a. No resto da semana, ficava em casa o tempo todo. Ana dizia que seu pai trabalhava nos Estados Unidos; se não fosse isso ele ficava com ela pelo menos numa quinta-feira e noutra. Aí não precisava ir pra Letícia. Às vezes era chato, preferia não ter que ficar na casa de outra pessoa depois da escola. E às vezes ficava bem claro que Letícia preferia ver televisão sozinha; não ter irmãos é dominar a casa toda, protegida pelo desinteresse da Tia Joana e da empregada fritando coisa no fogão. O negócio da Letícia era reinar rainhazinha mais espalhada no sofá, comendo as passas lentamente; cada uma bem preta, miúda, quase sumindo na boca de tanto revirar com ela de um canto pro outro, do céu, pra gengiva embaixo, da bochecha esquerda (Esquerda é onde fica o botão Ligar/Desligar da TV) pra bochecha direita (Direita é pra onde estão viradas as antenas da TV). Só quando não tinha mais nem um gostinho na boca ela apanhava outra passa na caixa vermelha, com desenho da moça de vestido feio comprido carregando a cesta de uvas. Com a Ana lá era mais difícil porque a garota metia a mão na caixa antes de terminar de comer o que tinha na boca. Estufava as bochechas, a de Ligar/Desligar e a das antenas, ambas cheias de passas, deixando escapar de vez em quando uma respiração pesada. Fazia tudo na afobação, não esperava o copo de refrigerante esvaziar pra botar mais. Arrotava e aí subia o cheiro da cebola do bife do almoço, do refrigerante, das passas, tudo misturado. Na sua casa Ana comia jujuba, mas a mãe da Letícia não comprava bala com corante. Só passas.
Ana já usava sutiã mas era capaz de ser só gordura. Letícia passou a mão em cima pra ver se era ou não era. A tia na cozinha estava vendo a empregada fritar e reclamando da fumaça que cheirava mal. Numa dessas quintas-feiras que Ana passava na casa de Letícia, porque seu pai trabalhava nos Estados Unidos e a mãe era A-d-vo-ga-da, as duas viram a Tia Joana passando um bife entre as pernas, esfregando, esfregando. Tia Joana disse que era uma simpatia pra trazer boa sorte pra casa e que ninguém podia contar nada senão ela desfazia a simpatia e a mãe e o pai dela e ela só iam ter azar. Sentadas à mesa pro jantar iguais duas mocinhas, assistiram ao pai da Letícia comendo o bife depois que chegou do trabalho e nem lavou as mãos. A mãe de Letícia não comia carne. Era ve-ge-ta-ri-a-na. Ana ligou mais tarde pra Letícia:
 
–         Você contou?
–         Eu não. Você vai contar?
–         Não.
 
A tia da Letícia era ma-cum-bê-ra, mas dizia que era do bem.
 
Na quinta-feira seguinte, Ana lá de novo. Tia Joana fumando na área depois do almoço, a empregada lavando o banheiro, que estava uma imundície. Deitaram no sofá comendo as passas logo depois do almoço, pra tirar o gosto da comida. Letícia esticou o pé até o peito da Ana e começou a empurrar.
 
–         Pára.
–         Pára você de mastigar com a boca aberta.
–         Eu não tô mastigando de boca aberta.
–         Nojenta.
–         Pára, Letícia. Eu vou contar pra tua mãe.
–         Se você contar eu conto que você pegou no meu peito.
–         Mas foi você que pegou no meu peito, eu não fiz nada!
–         Fez sim, ficou se esfregando.
–         Se você falar isso eu conto do bife na xoxota.
–         Caguei.
–         Cagou nada porque aí a tua casa é que vai ficar um cocô. Tia Joana disse que muda a simpatia se alguém ficar sabendo.
–         Então tá, não digo que tu é sapatona.
–         Cara, você que é.
–         Você que é, pensa que eu não sei? Menina que chama a outra de cara é porque quer ser homem.
–         Nada a ver. Eu não quero ser homem. Você que quer, não tem nem peito.
–         Você também não tem. Só tem banha, fica sobrando.
 
Ana meteu a mão furiosamente dentro da caixinha vermelha e apanhou um punhado de passas. Enfiou tudo na boca bufando, mal conseguia respirar. Letícia rindo e dizendo que era banha, sentada de frente pra Ana, empurrando um peito e outro com os pés como quem pedala uma bicicleta. Ana chorando com a boca cheia e aberta, quase espirrando passa pelo nariz, mastigando violentamente, nojo, tentou proteger os peitos encolhendo os ombros pra frente, mas ainda assim ficavam estufados. Não tinha jeito, abriu a blusa até o botão do meio e tirou pra fora do sutian as duas maminhas. Eram peitos sim.
 
–         Sapatona.
 
Naquela noite foi Letícia quem ligou pra Ana.
 
–         Você não sabe o que vi.
–         O quê?
–         As passas da Tia Joana.
–         Ela que mostrou? 
–         Eu quis ver.
–         Ela que botou pra fora?
–         Eu vi meu pai pegando nelas.
–         Por quê?
–         …isse ela é osinh…
–         Quê? Eu não to ouvindo…
–         Disse…
–         Ahn…
–         Que…
–         Ahn…
–         Que a Tia… e-a gos-to-i-nha. Entendeu?
–         Você vai contar?
–         Eu não. E você?
–         Não.
 
Joana só ficava zanzando pelo apartamento até a mãe de Letícia chegar. Pintava as unhas na sala de jantar, fazia toca no cabelo com creme de La-no-li-na no banheiro, beliscava uma fruta na cozinha, passava pela sala e nem olhava pras duas. Depois ia pro quarto de hóspede ver televisão, escutar música. Falava à beça no telefone com as amigas ou então ficava na internet. Estudava Letras e queria ser Pro-fes-so-ra U-ni-ver-si-tá-ria. “Porque de criança já bastam essas duas”.
 
Noutra das quintas-feiras que a A-d-vo-ga-da trabalhava até mais tarde e a empregada fritava com a barriga encostada no fogão, essas duas já tinham devorado todas as passas e iam ver televisão. Letícia recomeçou o pedalinho com os peitos de Ana no sofá. Como Ana deu um pinote pra esquivar, Letícia tomou o sofá todo com as pernas e disse que ia ver televisão sozinha.
 
Ana foi pra área de serviço conversar com as formigas. Não eram as mesmíssimas formigas que criava na sua casa, distribuindo fileiras de açúcar pelos cantos, mas era certo que todas as formigas se conheciam ao menos por telefone, ou algum tipo de coisa pra se falarem à distância. “Ana, é, aquela menina que dá açúcar. Ela hoje deu açúcar aqui pra gente. Ééé, ok, câmbio…”, deviam ter sempre uma conversa assim, sempre que ela dava açúcar numa área e noutra, deviam saber que era a mesma Ana e que gostava de formigas, porque nunca morderam. E aqueles bichos pequenos, imaginava, podiam morder quem quisessem. Bastava querer.
 
Ana deitou no chão a fim de falar baixo com as formigas. Elas eram tão nervosas, tinham tanta coisa pra fazer. Carregavam migalhas de pão, além de grãos de açúcar, esbarravam-se, diziam-se qualquer coisa mínima e in-com-pre-en-sí-vel, alarmavam-se com qualquer movimento dos dedos de Ana, que nunca fazia de propósito. As formigas eram todas meninas? FormigAs, gênero feminino? Quando tinha dúvidas no colégio, era melhor não perguntar. E se tivesse um caminhãozinho, desses de plástico, pra ajudar as formigas a carregarem comida? De noite ia pedir à A-d-vo-ga-da um caminhãozinho, ela podia comprar no camelô, não ia atrapalhar parar um minuto na rua pra isso.
 
Ana disse às formigas que iam poder carregar açúcar e migalhas mais rapidamente, ia ver se conseguia logo. Imaginou que a sua voz, no tom mais baixo a que chegava, um cochicho, era um trovão estremecendo as casas das formigas (se as patinhas eram delicadas, imagina os ouvidos), que ficavam um pouco assustadas com aquilo mas entendiam que era o seu único jeito de falar, e sentiam-se, na verdade, agradecidas com a preocupação da menina. Levantou do chão com o maior cuidado pra não amassar nenhuma formiga, deu dois passos pra trás examinando os ladrilhos brancos.
 
Voltou à sala pra ver se Letícia não queria jogar coisas no terraço do vizinho. Jogavam tampas de caneta, bonecos velhos, brindes de sucrilhos, porcarias em geral. Sempre que atiravam uma peça, abaixavam-se atrás da cortina e riam. O vizinho era muito velho e nunca percebia de onde vinham os objetos que acertavam seu livro, sua cabeça, seus pés. Olhava em torno e voltava à leitura, recostado numa cadeira de praia. Depois de esgotadas todas as miudezas que pudessem varejar, tinha outra brincadeira boa: picar jornal, várias folhas, bem picadinhas, juntar tudo num saco de lixo e, quando ele estivesse bem cheio, jogar tudo lá embaixo. Lá na garagem do prédio, que o seu Arnaldo ia ter que varrer toda, brigando com o vento. O dia que soubesse de onde vinha o jornal, ia chamar as duas de demônias, porque era assim que chamava todas as crianças do prédio.
 
Ana encontrou Letícia dormindo no sofá. A televisão ainda estava ligada mas quase sem som. Ia ter que jogar coisas pela janela sozinha. Recolheu umas moedas no móvel dos livros, separou tampa, carga e tubo de uma caneta, uma caixa de fósforos vazia. Mas o vizinho não estava lendo nem cochilando no terraço. Era melhor juntar mais coisas e guardar pra outra ocasião. Picar jornal e deixar o vento espalhar pelo terraço era uma coisa que podia fazer sem a presença de mais ninguém, era até melhor o zelador não estar por ali quando tudo voasse pela janela. Podia picar o jornal do dia porque o pai da Letícia não lia mais nada mesmo depois que chegava do trabalho. Gostava de entrar, comer e dormir vendo televisão.
 
Procurou o jornal na sala, na área, não achava. Estava na cama de Tia Joana, estava embaixo de Tia Joana virada de costas pra porta entreaberta, e o pai de Letícia com a cabeça enfiada entre as pernas de Tia Joana. Parecia um cachorro bebendo água, podia ouvir o barulho da língua do pai de Letícia lambendo o lugar onde Tia Joana esfregava os seus bifes antes de fritá-los. A cabeça do pai de Letícia lambia pra cima e pra baixo e sacudia pros lados como um filhote brincando com seus bonequinhos de borracha. Não fazia barulho de apito, fazia barulho de chupação. Pra cima, pra baixo e pros lados e as coxas da Tia Joana escondendo as orelhas do pai da Letícia, que naquelas horas deviam ser orelhas de cocker spaniel, orelhas de beagle, de labrador, orelhas de cão, por isso ela as escondia com as coxas, apertava a cabeça do pai da Letícia entre as pernas e enrugava os lençóis com os dedos dos pés e amassava o jornal debaixo da bunda. Além do barulho de chupação, abafavam grunhidos, a Tia Joana parecia respirar pela boca. Ana sentiu um nó torcer-se em cada lado do peito, os bicos tinham se espichado e marcavam a blusa do colégio. Duros, duas pêras com pedaços de galho na ponta, duros como os peitos da Tia Joana que o pai da Letícia apertava com as mãos e puxava, como se as mãos do pai da Letícia fossem bocas de outros filhotes chupando os bicos.
 
Ana correu pra sala e abriu a blusa pra mostrar à Letícia que o que tinha não era banha. Letícia dormia. Ana ajoelhou perto do sofá e deu-lhe uns tapinha pra acordar:
 
–         Olha aqui, igualzinho ao da Tia Joana.
 
Letícia ainda deitada de lado no sofá, esticou a mão pra ver se não era uma coisa colada, parecia totalmente irreal. A empregada soltou um berro parada na porta da cozinha. Depois gritou Dona Joana pelamordedeus. Mas Tia Joana não respondeu, bateu a porta do quarto. A empregada voltou pra cozinha e a A-d-vo-ga-da estranhou ninguém levar Ana lá embaixo quando apareceu pra busca-la.
 
Ana tinha medo do azar e dos pais da Letícia e, principalmente, da Tia Joana. Quando pensava neles ficava tudo escuro no teto do quarto. Chamava a avó mas não explicava.
 
–         Tô com medo.
–         Medo de quê? Vovó tá aqui.
 
Cada um podia fazer o que quisesse: mastigar de boca aberta, tirar a blusa, beijar. Mas havia o medo. Todas as coisas eram guardadas mas era fácil ver se quisesse. No videocassete tinha uma fita velha que tinha isso, no jornaleiro um monte de revistas mostravam tudo bem na capa só com uma tirinha em cima pra tapar, na internet tinha tudo aberto e gente fazendo. Ver era fazer? Esfregar sozinho era pior que ver e fazer? Tinha alguém olhando, como Deus ou os santos da Tia Joana? Quando a Tia Joana se esfregava com o pai da Letícia, tinha espírito olhando? A avó da Letícia que morreu devia estar vendo tudo. Por que ela não aparecia pra contar que eles eram a-man-tes?
 
Quando disse essa palavra em casa, a A-d-vo-ga-da quis saber onde aprendeu.
 
–         Na novela.
–         Amante é outra coisa. É feio. Não é que nem casal.
–         Eu sei.
–         Então não fala mais isso.
 
Cada vez mais escuro, a boca cheia de passas. Agora eu quero ver o teu peito. Por quê? Mostra o teu peito que eu não conto nada. E Ana abria a blusa de grandes botões. Entre os travesseiros, cheiro de espuma de sabão em pó, noite, e pêras – de barriga pra baixo ninguém vê. A porta do quarto aberta bruscamente, a A-d-vo-ga-da e a luz do corredor entrando.
 
–         A Tia da Letícia telefonou. A empregada disse que vocês duas fizeram uma coisa feia hoje. O que foi?
–         O que, mãe?
–         O que foi que você e a Letícia fizeram?
–         Era brincadeira.
 
Na sexta-feira a A-d-vo-ga-da não levou Ana ao colégio. Não ouviu o telefone tocar nenhuma vez durante o dia, deviam ter desligado do buraco na parede, o fio enrolado sufocando o aparelho. A avó entrou no quarto de Ana na hora do almoço pra levar comida e dar o controle remoto da TV, que ficava no alto. Saiu muda. O dia inteiro o silêncio no apartamento. Estava de castigo, até segunda ordem, as últimas coisas ditas. O resto do dia inteiro ninguém mais apareceu no seu quarto. Nem a avó, que ia tanto lá, era só ela chamar. Ela não chamou.
 
À noite, ouviu gente falando na sala. A mãe da Letícia e a A-d-vo-ga-da conversavam, de vez em quando o pai da Letícia dizia alguma coisa. Deitada na cama, Ana escutava tudo como se fosse uma outra língua, escondendo a cabeça debaixo do travesseiro. Ficou assim até a A-d-vo-ga-da entrar.
 
–         Ana, a Letícia disse que você mexeu nela, que já aconteceu outras vezes. A mamãe quer saber o que você fez.
–         Eu não fiz nada, mostrei meu peito porque ela dizia que eu não tinha.
–         Não mente pra mamãe, filha.
 
O pai da Letícia apareceu na porta do quarto, querendo falar com Ana uma coisa muito séria. Sentou na beira da cama sem olhar a menina. A A-d-vo-ga-da estava com vergonha e também não olhava nem pra ela nem pra ele. Encostada na parede do corredor, encarava os pés, segurava a testa com uma das mãos, que escorria espalmada pelo rosto, apoiava o queixo, prendia os cabelos, voltava à testa. O pai de Letícia falava baixo.
 
–         Ana, a Letícia não sai do quarto. Disse que não quer mais ir no colégio por sua causa. O que você fez?
 
Ana sentiu sua respiração se alterar e a garganta fechando, como se alguém a apertasse. Seu rosto ficou quente, uma febre repentina. Ofegava. A visão estava borrada, cheia de água, de raiva. Procurava o olhar do pai da Letícia; se ele olhasse, entenderia. O pai da Letícia não olhava pra ela. A A-d-vo-ga-da não olhava pra ela. Ana abafava os murmúrios que vinham da sala num gemido contínuo de puro ódio, que parecia ecoar só em sua cabeça. Letícia em casa, livre de tudo. Ana parou de gemer e esticou o pescoço, encostou a boca no ouvido do pai da Letícia, disse baixinho o que sabia.
 
Ele continuou de lado pra Ana como estátua até a A-d-vo-ga-da perguntar o que era. Levantou-se da cama ainda sem olhar para Ana e saiu. Na sala as vozes continuaram ainda por algum tempo, cessaram todas quando a porta bateu. Quando a A-d-vo-ga-da voltou ao quarto, tinha outra cara. A avó apareceu atrás dela com a bandejinha de plástico cheia de pão-de-queijo e um copo de leite com chocolate.
 
No sábado, o telefone novamente ligado no buraco da parede. Ninguém na sala, Ana ligou pra Letícia:
 
–         Contei tudo.
 
Pôs o fone no gancho assim que ouviu a chave tocar a fechadura; jogou-se na poltrona em frente à televisão com um pacotinho de jujubas. A A-d-vo-ga-da entrou com as bolsas da feira e um embrulho de presente. Parecia um caminhãozinho.

* * *

Cecilia Giannetti é escritora, edita o Portal Literal, comanda o Escrevescreve, tem um romance publicado, inventou uma das festas mais legais do Rio de Janeiro e, acima de tudo, é uma querida.

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